Oito meses a estudar traças

Todd Jenkins esteve a trabalhar connosco, na Cruzinha, como assistente no projeto de investigação sobre “Redes ecológicas de polinização e recuperação pós-fogo”. Ele é do sudoeste de Inglaterra e, mesmo antes de voltar, fizemos-lhe uma entrevista.

AR: Como conheceste A ROCHA?
TJ: Ganhei ligações com A ROCHA quando participei na Semana de Biodiversidade em 2012 através do meu curso em zoologia da Universidade de Cardiff.

AR: O que te fez voltar?
TJ: Foi atribuída uma bolsa ao projeto de investigação do doutoramento da Paula Banza para ter um assistente a apoiar o trabalho de investigação e ofereceram-me esse lugar de assistente durante oito meses e meio. Eu disse imediatamente que sim.

AR: O que destacas desta segunda oportunidade com A ROCHA em Portugal?
TJ: Esta foi uma excelente oportunidade, uma vez que me vai ajudar nos meus planos futuros e mas também me possibilitou experiências fantásticas. Mas minha estadia na Cruzinha trouxe-me tudo isso e muito, muito mais! Eu conheci e tornei-me bom amigo de muitos dos visitantes, voluntários e membros permanentes da equipa e para além disso, ganhei experiências valiosas não apenas na área em que vim trabalhar como assistente.

AR: Podes explicar um pouco o que foi o teu trabalho?
TJ: O meu trabalho principal com A ROCHA foi ajudar e assistir a Paula Banza. Durante este período eu viajei a São Brás de Alportel para capturar amostras de insetos, fiz transeptos completos de plantas e também montei armadilhas para captura de insetos voadores noturnos. Depois, de volta ao Centro da Cruzinha, tinha que processar todos os insetos individualmente começando com aqueles capturados durante o dia e ao longo dos meses processando todos os que capturámos à noite e estes eram às centenas. O procedimento consistia em retirar o pólen que os insetos transportavam e colocá-lo em lâminas para a Paula poder observar ao microscópio.

2017-05-31T17:30:04+01:00